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Soldados Lunares


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#1 The Wickerman

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Postou 27 julho 2008 - 03:16

“Durante séculos os homens e os dragões coexistiram em perfeita harmonia. Esta paz acabou quando Iname traiu o pacto dos dragões com os homens e liderou uma luta sangrenta que durou mais de mil anos.
O sacrifício de Oyobi, o ultimo dos dragões dourados, fez com o que todos os dragões fossem selados em uma dimensão paralela. As escritas e ensinamentos draconianos forma esquecidos através das eras.....
Nergal descobriu um modo para que o ultimo dragão Iname volte a sua dimensão e destrua toda a terra.”


Prólogo – Os filhos da Guerra

Andando pelas terras de seu pai, o rei Ajani, uma jovem de cabelos e roupas verdes Eirika e seu irmão de roupas azuis e cabelos verdes Eiphraim estão tendo aulas com espadas e lanças com o escudeiro de seu pai, o paladino de armadura prateada e cabelos ruivos Marcus.
- Eirika, não abaixe a guarda quando for atacar com o florete, mesmo que você demore uma pequena fração de segundo para erguer a sua guarda, você tomar um contra golpe de seu adversário. – Diz Marcus ao ver a menina em um ardo treinamento com o florete.
- Mas professor, onde que estou errando? Se eu estou fazendo o mesmo movimento que o senhor me ensinou? – pergunta a menina com um ar de confusão.
- Princesa Eirika, o movimento tem que ser suave. Deixe que o florete faça parte de seu corpo, para que ele não seja o objeto que possa te ferir mais tarde.
Marcus mostra novamente o movimento a menina.
- Príncipe Eiphraim, não caçoe de sua irmã, a mesma dificuldade que ela esta tendo com o florete, você esta tendo com a lança....seu movimento está correto, mas não deixe que a sua arrogância seja usada contra você.
- Mas mestre, não estou caçoando de minha irmã, e não sei porquê ela esta também treinando com nos, já que o papai nunca quis que ela aprendesse a usar armas e que se comportassem como uma princesa.
- Meu rapaz, seu pai é sábio, pediu para que eu os treinasse não por aprenderem boas maneiras e sim, que ele não confia no seu sábio Nergal....desde que ele voltou de das ruínas de Skarrgan ele esta diferente. Percebeu que os soldados que foram com ele não voltaram. E quando você pergunta o que houve com os soldados, ele diz que os renegados que vivem em Golgari os matou. E como eles matariam todos os soldados mas deixaria um velho sábio ficar vivo?
Neste mesmo instante Nergal, um sábio com roupas e cabelos negros esta em seus aposentos estudando um modo de como acabar com Ajani, como trazer o poderoso dragão negro Iname de sua prisão.
- Com estas escritas antigas, posso abrir um portal o qual ninguém pode me deter...HAHAHAHAHA – Nergal com os papiros achados em Skarrgan.
Ajani sente que algo de horrível irá acontecer em Granseal e manda Marcus que leve seus filhos para Adarkar, que lá possam treinar e aperfeiçoar as suas técnicas para enfrentar Nergal.
Rapidamente a sala do trono de Granseal é invadida por Nergal e ele mata Ajani com uma magia negra.
Eirika e Eiphraim ficam sabendo que seu pai foi traído por Nergal e prometem voltar a Granseal para derrotar Nergal.
Em Guardiana, uma bela jovem de cabelos loiros e olhos azuis, com uma veste azul espera Eiphraim e Eirika, seu nome é Lyn, uma mestra de florete e grande amiga de Marcus. Lyn está em sua cabana quando bate a sua porta Marcus com os dois herdeiros do trono.
Assim que chegam, Marcus conta para Lyn que Nergal matou o Rei Ajani.
- Mas Marcus, como o Rei Ajani foi meu mestre e ensinou tudo o que eu sei com a espada, como ele pode ser derrotado tão facilmente por Nergal? Se não me falha a memória, o Rei sabia muito bem os perigos que Nergal representava a Granseal e mesmo assim o deixou sendo seu conselheiro?
- Lyn, nem eu sei como foi tal morte, apenas os meus soldados ouviram um barulho nos aposentos de Nergal e me disseram que não sobrou nada do rei...agora a luta de fato, não podemos saber o que houve.
- Marcus se eu não estou enganada, o próprio rei decretou que ninguém poderia usar qualquer tipo de magia dentro do castelo, nem mesmo Athos, com seus respeitados 500 anos poderia sequer transformar um tijolo em uma parede sem a aprovação do rei.
- Sim, Athos não sabe que o rei faleceu. Ele e o rei lutaram contra Iname, segundo as lendas quando o rei usou a excalibur fundida com a explosão de chamas criada por Athos, entretanto Oyobi teve que se sacrificar para selar os dragões em outra dimensão.
- Exato, foi o que ocorreu, segundo rumores, ainda existem seis ovos de dragões espalhados em nosso continente e se Nergal por a mão nesses ovos enfrentaremos um mal imaginável.
- Os dragões não têm a facilidade de camuflar como humanos e assim deixar a sua verdadeira identidade em segredo?
- Sim Lyn, o que você disse é verdade.....agora como vamos achar esses dragões antes de Nergal?
- Mestra Lyn, senhor Marcus, desculpe-me ouvir tudo sobre dragões, mas conheço alguém pode nos ajudar, infelizmente ele é de Ukrabi – diz Mathew, um ladino que tem a facilidade de camuflar e abrir qualquer tipo de fechadura.
- Mathew, não acredito que você estava ouvindo toda a conversa? – diz Lyn enraivecida.
- Não mestra Lyn, apenas ouvi que vocês precisam de um guia até Ukrabi e posso ajudá-los a achar.
- Mathew, quem seria essa pessoa que você se refere?
- Marcus, não se lembra de Vaida, a mestre de Wyverns?
- Vaida? Mas ela não havia morrido quando Ubraki foi quase extinta por Goblins?
- Que nada, Vaida, foi esperta o bastante para enganar os Goblins, que realmente faleceu nessa guerra, foi o Cuti-Cuti, seu wyvern.
- Mas meninos nós vamos deixar Eiphraim e Eirika aqui?
- Não Lyn, vamos levá-los, eu quero o que realmente aprenderam e espero que não morram para Granseal.


#2 The Wickerman

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Postou 31 julho 2008 - 07:55

CAP. – 01 – Pegadas do Destino
Antes de sair de Guardiana, Lyn pega a suas coisas, ela esta armada com espada, Marcus por sua vez, equipa seu cavalo com todos os curativos possíveis como: ervas para fazer poções, ervas para fazer antídotos. Mathew esta com sua adaga e seu molho de mixas se caso precise abrir algo. Eiphraim e Eirika estão hesitados para colocarem seus colocar todos os seus aprendizados em prática.
- Precisamos de alguém que conheça um caminho seguro para Ubraki, pois estamos com dois jovens que não conhecem o sabor do sangue em suas armas, e seria melhor se eles não tivessem que passar por isso – diz Marcus com um ar de proteção.
- Mas mestre Marcus, se não soubermos o que é lutar por uma causa, como saberemos quando usar as armas. – diz um dos jovens lordes ao paladino.
- Jovens, não quero ver vocês dois lutando, afinal, vocês não tem esse sangue de lutador. – responde Marcus.
- Marcus deixa-os lutarem, afinal mais cedo ou mais tarde eles irão Ter que proteger a vida deles. Até quando você vai querer protegê-los? Um dia eles terão que se defender, e talvez nem eu e nem você esteja vivo, não seja autoprotetor, afinal essa guerra não é apenas para dominar uma cidade ou um estado, e sim para reconquistar o trono que são deles por direito. – fala Lyn
- Senhores, não briguem! Afinal a estrada até Ukrabi é longa cheia de desafios. Se tivermos sorte, não teremos nenhum problema até lá. Lyn, eu sei que você quer vingar a morte do Rei Ajani, e Marcus, não seja superprotetor, vamos deixar os dois escolherem se querem se defender ou vão se entregar com facilidade aos poderes de Nergal. – Diz Mathew
- Eba, vamos lutar! – dizem os dois juntos - Mestre Marcus, vamos mostrar ao senhor como é que se luta, afinal vamos mostrar que sabemos nos virar muito bem. – diz Emphraim.
Sim mestre Marcus, vamos mostrar quem é que manda e vamos prender Nergal no fim – Diz Eirika, se aprontando para a batalha.
Marcus observa que um pequeno grupo de bandidos está tentado mata-la.
- Eirika, Emphraim se preparam para a batalha, isto não é brincadeira, cuidado com as armas. – diz Lyn com rigor.
- Tudo bem mestra Lyn, vamos por em pratica os ensinamentos do mestre Marcus e mostraremos para eles quem é que manda! - diz com entusiasmo os dois lordes.
Ao saírem de Guardiana, nossos heróis vêem um jovem de cabelos e armadura verde com dificuldades para domar seu cavalo. Marcus desce de seu cavalo branco e vai ajudá-lo.
- Meu jovem, se acalme! O que eu pude perceber que este seu cavalo ainda é novo.
- Sim, ele tem apenas um ano de vida, e o nome dele é Mogg. Estou me acostumando com ele, pois foi presente de meu pai. – Diz o jovem com dificuldades nos freios.
- O seu rosto não é estranho. Por acaso seu pai não foi por muito tempo escudeiro do rei Ajani?
- Sim, sou filho do grande cavaleiro Duessel, mas infelizmente o rei acusou meu pai de ter matado seus melhores guardas quando eles foram emboscados em Goldari, mas não é verdade, pois meu pai não estava em Granseal para indicar quem realmente iria a Skarrgan para proteger Nergal. – retruca Sain – eu prometo que se eu encontrar Nergal agora, perfuro seu coração com essa lança e com o seu sangue faço ele lavar o código de honra que meu pai me ensinou.
- Não seja criança, conheço muito bem Duessel, afinal ele sempre mostrou ser uma pessoa de boa índole, e se você fizer o que fala, tenho certeza que ele mesmo da um surra em você, e mostrar o que é ser mesmo cavaleiro.
- Bom se quiser vir com nós seja bem vindo, estamos indo agora para Granseal e queremos acabar com a raça de Nergal. – Fala Marcus, apertando com raiva a sua lança.
- Alguém vai para uma aventura e esquece de me chamar? – diz Kent, o irmão mais novo de Sain – Porque se o Sain for, também vou, não quero ver ele ser o orgulho da família, quero mostrar tudo o que eu aprendi com a lança e com a espada.
Não acredito, um já era pouco, dois são demais, se você Kent for arrogante como Sain, terão problemas comigo – Diz Marcus com um ar esnobe.
Lyn: - Marcus, deixem os meninos ir, eles podem ser úteis e saberemos quanto mal Nergal fez para todos, e assim dar um basta em seus planos.
Marcus: - Tudo bem Lyn, se for por uma boa causa, que eles venham conosco.
Após ajudarem Sain a domar Mogg, um machado de ferro quase acerta o cavalo de Kent e fica cravado na arvore.
Marcus: - Meninos, não é um treino! Vamos nos separar em dois pequenos grupos e assim emboscar quem ou o que atirou este machado. Lyn, você, Eirika e Kent vão pela direta, enquanto Mathew, Eiphraim e Sain vamos pela esquerda. Eu ficarei na retaguarda.
Todos: sim Marcus, vamos fazer isso!
Assim que encontram um pequeno grupo de bandidos chefiados pelo Lundgren, um ex-general de Ajani que agora serve fielmente Nergal.
Lundgren: - Não acredito que revejo sua cara imunda Marcus. Quer levar uma outra surra como antigamente?
Marcus: - Lundgren, por que se levantou contra o Rei Ajani, e por que esta seguindo obedecendo a ordens de Nergal?
Lundgren: - Simplesmente pelo poder Marcus. Afinal Ajani nunca me viu com bons olhos e quando você era um simples cavaleiro e nomeou Duessel em vez de mim. Aliei-me a Nergal para matar esses dois fedelhos e dar todo poder a ele.
Lyn: - Seu cretino, como ousa chamar os dois príncipes de fedelhos, Ajani sempre foi um rei justo, nunca deixou de lado seu povo.
Lundgren: - Lyn, Lyn, você não sabe o que está falando, Ajani nunca foi justo, ele sempre quis o poder soberano. Alias você não passa de uma vadia querendo mostrar por justiça. Se bem me lembro seu pai era cobaia de Ajani para tudo.
Lyn: - Vou fazer você engolir as suas palavras, uma a uma. O seu sangue vai ser água para depois eu lavar a minha espada. Sentirá toda a minha raiva.
Lundgren: - Você vai me matar? Essa eu quero ver...porque essa noite vou jantar seu coração junto ao que sobrar dessa tropinha.
Marcus: - Lundgren, você já parou de latir? E vamos ver o que acontece.
Lundgren: - Marcus, Marcus, você continua o mesmo. Pensa que a justiça sempre vence no final. Mas me diga o que realmente é justiça? Soldados, acabem com todos...não deixem nada para que os corvos se alimentem.
Ao proferir essas palavras os soldados de Lundgren cercam os guerreiros.
Começa a luta entre os soldados de Lundgren contra nossos heróis, ao ver Eirika em perigo mortal, Marcus atira a sua lança com tanta forca que a armadura de um dos bandidos é estilhaçada perto do coração. Eirika se assusta e por instinto de batalha crava seu florete no coração de um dos soldados.
Kent e Sain disputam que mata mais soldados, Marshall, cavalo de Kent, fere um dos cascos com o machado, no instinto de raiva, Kent abre a cabeça com um único movimento de espada.
Sain: - Pelas memórias de meu pai..., grita o garoto com tanta raiva que Mogg se assusta e o joga para frente. Aproveitando esse impulso, Sain crava sua lança no peito de um dos soldados.
- Sain, aqui é uma guerra, você pode parar de se exibir, afinal se você morrer, com quem que eu vou poder conversar a noite? – Diz Kent ironicamente.
Ao ver a sua irmã em perigo, Eiphraim bloqueia a investida de um dos soldados com a lança e assim a menina pode se safar mais uma fez.
- Eirika, cadê os ensinamentos de Marcus que você iria por em pratica? Vai me dizer que tá com medo? – fala Eiphraim
Eirika: - Ensinamentos eu não esqueci, só que ele não me disse que um adversário pode nos atacar por traz.
Lyn usa a sua espada curta e defende a investida de um dos soldados, no contragolpe, seu braço é ferido.
- Alguém ai pode me ajudar um pouquinho....eu sei que tá todo mundo ocupado, mas uma lamina aqui seria de bom tamanho. – reclama Lyn.
Depois de proferidas essas palavras, Mathew lança a sua adaga que acerta o pescoço do soldado que estava atacando Lyn.
Quando parecia que a situação estava dominada, Lyn e seus amigos, são amarados nas arvores por Lundgren e as suas armas são escondidas.
Lundgren: - Lyn, agora quero ver como você sairá destas cordas, afinal a garota que se intitula a mestra da guerra não pode usar as armas...coitados de vocês, logo os corvos vêm para almoçá-los. E quanto a você príncipe Eiphraim, será preso na masmorra do castelo e Nergal se encarregará pessoalmente de você. Cooper, fique de olhos bem abertos com eles, se alguém tentar uma gracinha, pode separar a cabeça do resto do corpo de todos, começando por Marcus.
Assim que Lundgren saiu de perto deles, uma fecha acertou as costas de Cooper, quem fizera o tal dano foi Rebecca, uma jovem de cabelo verdes, bandana amarela e roupas laranja, aprendiz de Innes, um grande arqueiro de Ghitu e um dos poucos que vive em segredo para não ser vitima de Nergal.
Rebecca - Bom dia meninos, foi este hipócrita que os amarrou? Por que foi muito fácil acertá-lo a longa distancia.
Marcus: - Obrigado por nos desamarrar destas árvores, não sabemos como recompensá-la.
Rebecca: - Antes de tudo vamos nos apresentar, sou Rebecca filha de Will, um grande arqueiro de Adarkar.
Marcus: - Will, o grande arqueiro que negou ser do exército de Ajani por cuidar de sua família?
Rebecca: - Sim, meu querido, o próprio e quem é essa coisinha fofa, olhando para Eirika.
Sain: - Sou Sain filho de Duessel, um grande cavaleiro do rei Ajani.
Rebecca: - Meu anjo, não me refiro a você e sim essa mocinha de olhos e cabelos verdes.
Kent: - Vai lá Lyn, se apresenta. E diz que você é não sei quantas você defendeu o trono de Ajani, que seu pai foi um ótimo guerreiro e etc..
Lyn: - Kent, ela esta se referindo a Eirika, a filha de Ajani.
Rebecca: - Então você é Eirika, filha do rei Ajani, e cadê seu irmão Eiphraim?
Eirika: - Infelizmente ele foi capturado por Lundgren e vamos atras salva-lo.
Rebecca: - Lundgren?!?! Então eu juntarei a vocês, pois ele seus capangas acabaram com Adarkar.
Sain: - É Kent, eu já vi que vou arranjar uma namoradinha.
Kent: - Sain, você é muito feio, você acha que uma arqueira tão linda como o Sol vai querer algo com você?
Marcus: - Meninos, parem de brigar e por segurança, Rebecca vai com Mathew, enquanto Eirika vai a cavalo com Sain e Lyn, você vai com esse cabeça dura do Kent. Enquanto eu irei a Dimir para buscar ajuda.


#3 The Wickerman

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Postou 31 julho 2008 - 08:43

CAP. – 02 – A espada espiritual
Assim que Marcus deixa a caravana e vai até Dimir atrás de reforços, Lyn e seus amigos seguem o caminho até a cidade de Adarkar. Ao chegarem em Adarkar, observam que a cidade está em ruínas apenas algumas casas estão de pé.
Ao entrarem em uma dessas casas eles vêem muitas poças de sangue.
Lyn: - Ninguém sobrevive a uma chacina tão grande. Que monstro destruiu essa família.
Sain: - Rebecca, não entre nessa casa, talvez você não goste da cena que irá ver.
Kent: - Rebecca, relaxa, o quarto de Sain é mais bagunçado que isso.
Sain: - Kent, não enche, e o seu então parece que um dragão acabou com o seu quarto.
Eirika: - Será que vocês dois podem parar um instante de brigar, estou preocupada com Eiphraim, tenho medo que algo aconteça com ele.
Rebecca: - Queridinha, nada irá acontecer com ele, ele escapará e logo estarão juntos.
Eirika: - Sinto saudades de Eiphraim, quantas vezes ele me ajudou nas aulas do mestre Marcus.
Mathew: - Pessoal, fiquem quieto por um minuto, escutei alguém clamar por ajuda.
- Espero que seja uma garota muito bonita, e de preferencia que seja solteira. – diz Sain fitando Kent – pois sou muito exigente.
- Exigente, essa é nova, meu chapa, você foi dispensado pela Anri, não se lembra? – Kent respondendo Sain na fitada.
- Ela não me dispensou, eu que a dispensei. – retruca Sain.
- Se um dos dois abrir a boca, eu arrancarei a língua com a mão. – Diz Mathew, ouvindo uma voz frágil pedindo por ajuda.
Sain: - Mathew, se você for arrancar a língua de alguém, tira a do Kent....como ele é feio duvido que alguém vai beijar ele.
Kent: - Mathew, tira a dele como ele nunca beijou ninguém, não vai precisar dela mesmo.
Rebecca: - Meninos, parem de brigar, se em vez de vocês falarem, vocês lutassem, Lyn não estaria com um corte no braço.
Mathew ouve o pedido de ajuda e usando seus instintos de ladino abre a porta com cuidado e vê uma criança toda machucada embaixo de uma estante.
- Sain, Kent, vamos, me ajudem a levantar essa estante. Lyn e Eirika, preparem as ervas e vamos curar esta criança, Rebecca, procure se há mais vitimas nesta casa.
- Mathew, só sobrou esta criança, os pais foram brutalmente mortos a golpes de espada. – responde Rebecca – se eu não to enganada, quem cortou eles foi Lundgren.
Rebecca: - Lyn, o que faremos com ela?
Lyn: - Rebecca, não sei, tenho medo de levá-la com nós, afinal ainda é muito jovem. Se Marcus estive aqui ele poderia nos ajudar com esse impasse.
Mathew: - Meninas, não posso ser a pessoa certa, mas posso ensinar algumas coisas com espadas.
Lyn: - Mathew, se for assim, deixa que eu a treino, afinal eu quero saber qual a real habilidade dela.
Rebecca: - Menininha, como você se chama? E qual a sua idade?
- Chamo-me Echidna, tenho quinze anos, e agora estou sozinha, alguém matou meus pais na minha frente. – Responde Echidna chorando.
Rebecca: - meu anjo, não chore, eu sei o quanto você amava seus pais, e prometemos que Lundgren irá pagar pelo o que ele fez.
Olhando pelas vidraças, Lyn observa uma Igreja muito antiga e enorme, se admira ao ver que ainda esta de pé. A Igreja não tem um arranhão em sua fachada.
Lyn: - Rebecca, por que aquela Igreja ainda esta em pé?
Rebecca: - Lyn, segundo as lendas quando Iname tentou destruir o nosso mundo, está Igreja agüentou seu poder, e os moradores de Adarkar colocaram o nome desta Igreja de Planteaum, dentro dela dizem que a espada Durandal está cravada lá dentro em memória do guerreiro que matou Iname.
Lyn: - Rebecca, que matou Iname não foi o Rei Ajani junto com Athos?
Rebecca: - Para Granseal foi Ajani, mas há verdade foi quem selou Iname foi...
- Rebecca há quanto tempo? A cada dia que passa você está mais parecida com a sua mãe. – um homem de olhos castanhos e cabelos grisalhos, com um caduceu na mão direita e responsável pela Igreja de Planteaum.
Rebecca: - Bispo Renault, muito obrigada! Eu estava contando a Lyn a historia da Igreja Planteaum.
Renault: - Meninas entrem, mas a espada Durandal não posso mostrá-la a vocês. Ela representa tudo toda a fé de nossa cidade. Mesmo que a nossa cidade seja destruída como agora, temos fé que ela irá se levantar.
Lyn: - vossa eminência, o senhor pode nos contar quem realmente selou Iname?
Renault: - Lyn, infelizmente não posso contar quem foi, a única coisa que eu posso dizer é que ele se sacrificou por este mundo e a sua mulher estava gravida de uma bela criança. (pensando) Se Lyn soubesse que quem realmente selou Iname foi seu pai, ela queria que eu respondesse como realmente foi essa batalha. Seu rosto lembra muito o Elric, a grande lenda das espadas, não é de se estranhar que ela escolheu a espada como arma de treino.
Renault pega seu caduceu e começa a fazer uma oração em uma língua morta e uma pequena faixa de luz sai de seu caduceu e começa a fechar a ferida no braço de Lyn.
Lyn: - muito obrigada por ter curado a minha ferida. O senhor sabe quem que destruiu está cidade?
Renault: - Quem destruiu essa cidade foi o exercito de Lundgren, estavam atras de uma das seis chaves que juntas podem tirar Iname de sua prisão.
Lyn: - Quem ou o que seria essas tais chaves?
Renault: - As chaves são os seis filhotes de dragão que ainda estão entre nós, como vocês sabem, os dragões podem se camuflar como seres humanos, a única diferença entre os dragões e nós é a resistência deles, para cada um ano deles, eqüivale a sessenta anos de um humano.
Rebecca: - O que eles pretendem fazer com esses dragões?
Renault: - Matar.
Lyn: - Por que fariam tal crueldade?
Renault: - Para tirar um dragão de sua prisão, eles precisam do sangue de um dragão verde, um dragão vermelho, um dragão azul, um dragão negro, um dragão dourado e um dragão branco.
Rebecca: - Como sabem quem é ou quem não é dragão?
Renault: - Muito simples, se uma pessoa resistir um golpe certeiro de uma espada, lança ou machado, é dragão.
Lyn: - Então eles vão matar todas as pessoas?
Renault: - Infelizmente vão, ao menos que a achem esses seis dragões antes de matar todos.
Rebecca: - Como vamos saber quem é ou quem não é dragão?
Renault: - Apenas a tribo de Volcanon sabe quem é e quem não é dragão.
Lyn: - A tribo de Volcanon é a tribo dos Homens-pássaros, certo? Eles não são nômades?
Renault: - São Homens-pássaros e também são nômades. Se vocês conseguirem pelo menos achar um deles, acreditem que foi pura sorte. Apesar de serem uma sociedade nômade, são extremamente hostis, ainda mais se vocês forem goblins.
Rebecca: - Goblins? Eu tenho medo deles, tem os dentes feios e malcuidados além de cheirarem esgoto, com aquelas peles gosmentas.
Renault: - Eles mesmos, eu acho que eles não existem mais.
Lyn: - Ficamos aqui conversando sobre a Igreja Planteaum, podemos entrar para conhecer está Igreja.
Ao entrarem em Planteaum, observasse que a Igreja é um modelo rústico da primeira era. Oito grandes pilastras seguram o teto, e os detalhes são todos feitos em ouro. Perto de uma das pilastras tem uma pequena escadaria que leva ao subsolo da Igreja. O corrimão desta escadaria é ornamentado em cobre e prata enferrujados, fazendo assim um grande contraste com os detalhes do batente em madeira da Igreja. Ao observar este detalhe Lyn fica curiosa para saber se Durandal esta ai no subsolo.
Lyn: - Renault, a espada Durandal esta ali no subsolo?
Renault: - Não Lyn, Durandal esta bem guardada e quando for à hora certa ela sairá daqui para cumprir seu destino mais uma vez.
Lyn: - Renault, você já viu alguma fez a espada Durandal?
Renault: - Lyn, nunca vi a espada e olha que quando eu era um simples diácono, eu já revirei esta Igreja de pernas para o ar.
Rebecca: - Lyn, vamos embora, os meninos já estão nos esperando,
Assim que saem de Planteaum um jovem padre de vestes brancas, olhos azuis e longos cabelos loiros entra na Igreja, percebem que este jovem tem algo embrulhado como se fosse uma espada.
Rebecca: - Lyn, você viu o gatinho que passou por nós?
Lyn: - Rebecca, você não existe, até parece que você procura um namorado.
Rebecca: - Não senhora, só que se ele for padre, é um pedaço de mau caminho.
Lyn: - Não é hora de pensarmos nisso. Vamos para de pensar nisso, e procurar os meninos, talvez Mathew descobriu algo sobre Echinda.
Ao chegarem onde estava Mathew e os outros, Mathew percebe que alguém havia seguido Lyn e Rebecca.
- Lyn e Rebecca, não olhem para trás, parece que alguém seguiu vocês ate aqui. – Sussurra Mathew.
Lyn: - Mathew, não nos assuste, quem ou o que nos seguiu até aqui? Você pode nos descrever como ele é?
Mathew: - Esta pessoa aparenta ser uma mulher com asas que parecem ser de um anjo, tem altura mediana e cabelos loiros e olhos azuis, e usa uma roupa prateada, mas não chega a ser uma armadura.
Rebecca: - O que mais você pode dizer sobre essa pessoa?
Mathew: - Ela carrega uma cimitarra e em seu cinto.
Quando Lyn e Rebecca se viram, uma linda guerreira está ao lado delas para conversar.
- Você é um anjo? Por que se for um anjo pode me levar para o paraíso que eu estou preparado. – Diz Sain.
- Não leva ele não, me leva, você é muito bonita. – diz Kent
- Meninos, não precisam ficar se babando, não sou nenhum anjo, apenas vim pedir ajuda para que encontrem minha tribo. Sou de Volcanon, descendentes do dragão Asharot.
Rebecca: - Não ligue para eles, o que nós podermos ajudá-la?
- Quando a minha pequena caravana estava indo para Pao, fomos abatidos por arqueiros na região de Rudo e eu fui à única que escapei. – diz a linda donzela.
- Donzela, não se preocupe, eu Sain, filho de Duessel a protegerei do mal. – Diz Sain estufando o peito.
- Você a protegê-la do mal, essa eu duvido, e olha que eu te conheço há um tempo. – retruca Kent.
Rebecca: - Mathew, o próximo que falar uma gracinha, você pode tirar a língua dele?
Mathew: - Será um prazer Rebecca, preciso afiar a minha adaga.
- Não precisa fazer isso Mathew, o próximo que falar algo eu tiro a língua fora. – responde Amon, a amazona de Volcanon.
Lyn: - Vamos parar de falar besteiras? Mathew, o que você descobriu sobre Echidna? A única coisa que sabemos é o seu nome e a sua idade.
- O choque de ver os pais morrerem na sua frente, fez com que ela não falasse algo com algo, e o dialeto que ela fala eu desconheço. – reponde Mathew
Amon: - Posso tentar? Afinal sou da tribo de Volcanon, conheço alguns dialetos já extintos, talvez eu saiba o que aconteceu com a menina.
Assim que chega perto de Echidna, Amon percebe um símbolo estranho no braço direito da menina. este símbolo é balança com um dos lados mais pensos que o outro, um símbolo invisível aos olhos humanos.
- Já descobri porque ela está falando nesse idioma, vocês notaram que ela tem o símbolo do grande dragão Aspire em seu antebraço?
Mathew: - Não consegui ver esse símbolo. Como que você viu esse símbolo?
Amon: - Nós da tribo de Volcanon, podemos enxergar até mil vezes melhor que vocês humanos, grande fato para nós apenas descer para conseguir comida.
Lyn: - Dragão Aspire? Ele não seria o dragão dos elfos?
Amon:- Sim, Aspire foi o dragão protetor dos elfos, ele sempre protegeu as florestas e tem um busto deste dragão nas entradas de Folhas Douradas.
Rebecca: - o dragão Aspire, não é o dragão lendário das florestas?
Amon: - Sim, foi ele que criou os elfos.
Quando o grupo está saindo de Adarkar, uma pequena infantaria de bandidos começa atacar Planteaum, eles tentam destruir a Igreja e conseguir Durandal, a espada que selou Iname.
Dorcas: - Nos entregue Durandal, senão destruiremos está Igreja.
Renault: - Não sabemos onde Durandal está, e mesmo que soubéssemos não entregaríamos a vocês.
Dorcas: - Não fale asneiras, se não entregar Durandal vamos lavar o chão deste lugar com o seu sangue e de seu monge.
Renault: - Não faça essa loucura, não matariam duas pessoas que estão a serviço de Deus.
Dorcas: - Por uma boa quantia em dinheiro faríamos esse esforço.
Renault: - Pense bem meu filho, não roube esta Igreja,
Dorcas: - Vamos parar com essa falação e vamos lutar. Homens, destruam a Igreja e matem o monge e o bispo.
- Vamos voltar, a Igreja de Planteaum esta sendo atacada. – Diz Amon, percebendo que algo de estranho acontece na cidade,
Lyn: - Por que voltaríamos para a Igreja?
Amon: - Os bandidos devem estar atrás de Durandal.
Lyn: - tudo bem, vamos voltar, mas vou mostrar que você que não tem nada acontecendo com Planteaum.
Assim que chegam nas proximidades de Planteaum, percebem um homem de cabelos vermelhos e roupa marrom claro com um machado de ferro ordenando a destruição da Igreja.
Lyn: - Parem imediatamente com isso. Por que você está ordenando que acabem com a Igreja?
Dorcas: - Faço isso por fama e fortuna, e se eu não fizer isso Nergal irá matar a minha esposa Natalia.
Lyn: - Você acredita que Nergal não vai a sua esposa? Você poderia acabar com todos deste lugar e também saquear todo o dinheiro do mundo que ele mataria a sua esposa do mesmo jeito. Quer se unir a nós e destronar Nergal e salvar o príncipe Eiphraim?
Dorcas: - Juntar-me a vocês e salvar o príncipe Eiphraim. Não parece má idéia. O que eu tenho que fazer para juntar a sua causa?
Lyn: - Ordenando que seus soldados parem de atacar Planteaum. Que eles nos ajude a fortalecer a causa para deter a entrada de Iname na nossa dimensão.
Dorcas: - Interessante à proposta, mas como ficaria minha esposa Natalia?
Lyn: = Nós a salvaremos, e você acredita que Nergal irá poupar a vida de sua esposa?
Dorcas: - Sim, ele prometeu que iria poupar a vida de Natalia, se ele não poupar, eu abro ele com meu machado. Não acredito em que vocês falam, querem me confundir e não acredito que Nergal iria trazer um dragão morto para a Terra.
Eirika: - Nergal matou meu pai, já não basta para que você mude de idéia?
Dorcas: - Nergal matou o rei Ajani? Isso é impossível, Nergal não faria tal loucura.
Eirika: - Nergal também capturou meu irmão Eiphraim, e a cada hora que passa ele está dominando ainda mais o continente. Você prefere deixar que Nergal domine todo o continente ou quer que ainda exista esperança para as próximas gerações?
Dorcas: - Vendo por este lado unir a vocês é o melhor resultado, não acredito em vocês. Rapazes, destruam a Igreja e quem também pode atrapalhar vocês.
Ao proferir essas palavras, um grupo de nove ladrões começa a cercar todos. Começa a batalha mais sangrenta vista em um pequeno lugar.
- Lyn, rápido, se abaixe! – grita Rebecca, já soltando uma flecha que corta o pequeno espaço para acertar em cheio um dos bandidos que estava tentando quebrar o altar de Planteaum.
Quando Rebecca esta prestes a levar um golpe de machado, Sain atira uma lança que acerta uma das pernas do bandido.
- Sain, seu cego, por que você não acertou o cara? – reclama Kent – depois fala que é melhor que eu na lança, a se o papai sabe que você não acertou em cheio.
- Sain, não reclama não, tá difícil aqui – responde Kent – até parece que você tem uma pontaria melhor que eu.
- Parem de brigar já – grita Mathew – na próxima vou arrancar a língua dos dois com as minhas próprias mãos. Sain proteja o bispo, Kent proteja o monge. Não deixem que levem nada daqui.
Eirika tira a espada ferro da bainha, e pula com toda raiva em cima de um bandido que tenta acertar Rebecca pelas costas, pode se ver toda a raiva em seus olhos, à menina parece estar dominada por algum demônio, a raiva é explicada por não ter por perto seu irmão Eiphraim.
Mathew consegue ferir Dorcas quando lança uma faca, ela fica alojada em seu braço esquerdo, Dorcas acerta Lyn com um pequeno machado na perna.
Amon, prepara-se para voar, assim que ela começa a voar tem uma visão do campo de batalha, ao ver que Echidna esta em perigo ela desce com toda a raiva em um mergulho seco e acerta com precisão o bandido, com o susto Echidna revela a sua verdadeira forma, um grande dragão verde aparece, os seus olhos são como dois vulcões prestes para entrar em erupção. A verem aquela serpente verde fungando toda a raiva contida pela perca de seus pais, Echidna, solta com toda raiva um jato de ácido que consegue destruir o chão da Igreja.
Homens, retirada! – Grita Dorcas – Não podemos com um grande poder.
Os bandidos, mesmo aqueles feridos gravemente, partem em retirada, as colunas de sustentação da Igreja mostra pequenos trincados e a Igreja foi destelhada, assim que fogem Echidna, recupera a consciência e volta ser a menina que acharam em Adarkar.
Mathew: - Amon, você viu a força que esta menina tem?
Amon: - Sim, ela tem um grande poder e também carrega uma grande responsabilidade, devemos protegê-la com unhas e dentes para que ela não caia em mãos erradas, afinal ainda temos mais cinco crianças para achar.
Renault: - Lucius, vá com eles, talvez eles precisem de alguém que saiba a arte da cura, e que saiba como poucos a arte de lutar. Em Plateaum você será menos útil do que se for com eles.
Lucius: - Vossa Eminência, o senhor tem certeza do que está falando? Vive desde criança em Plateaum, e não conheço o mundo a fora.
Renault: - Por isso mesmo que eu quero que você vá com eles, tem muitos lugares para você conhecer e Deus estará com você nessa viagem, vá e pregue a mensagem de Deus para todos, proteja-se contra todo o mal e estarei rezando por você. Boa sorte meu filho.
Lucius: - Vossa Eminência, por Deus eu irei e proclamarei a sua existência a todos aqueles que precisam e ajudarei Lyn e seus amigos a salvarem o mundo.
Renault tira de um fundo falso o mani-katii, a uma espada que Elric sempre usou, e entrega a Lyn.
Lyn: - Esta leve esta espada, e faça que ela seja parte de seu corpo, não é Durandal, mas é a espada que o grande guerreiro Elric usou por muito tempo, e faça com que ela faça parte da extensão de seu corpo e não que ela penetre em seu coração.(pensando) A espada que Elric sempre usou em combates já esta com a sua filha, espero que ela faça use a espada para o bem como Elric sempre usou; Rebecca, eu quero que você siga os ensinamentos de Innes, e que nada de errado na jornada; Sain e Kent, lutem com bravura, coloquem seus corações na batalha e salvem o mundo; Mathew, você pode ser um grande ladrão, mas tem um coração de guerreiro, guia-os no meu desta batalha e Amon, seja os olhos deles na escuridão, quero que todos vocês se ajudem e em Luvalua procurem por Percival, ele saberá como cuidar de todos e Eirika, tenha fé que conseguirá resgatar seu irmão das garras de Nergal.





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